Todo instrumental tem o potencial de assumir qualquer tipo, do melancólico ao de alta energia. Compreender e "decifrar" aquilo que o beat demanda exige tempo. Cabe registrar que o aprendizado é contínuo: a cada beat produzido e a cada sample recortado surge algo novo a assimilar, uma vez que o conhecimento na área é inesgotável.

A produção costuma começar pela seleção dos samples, etapa anterior à própria abertura da DAW. Para essa busca utilizo o LANDR, com tempo reservado exclusivamente a essa finalidade. Ainda que a percussão tenha um papel relevante na composição, o elemento que mais permanece na memória do ouvinte é um gancho marcante.

Escolhido o sample vou para a parte onde picoto e deixo a sample do meu jeito, atrás do resultado mais autêntico. Após o recorte e a alteração do material, a percussão pode ser acrescentada para dar o groove pretendido, acompanhando os picos do sample ou operando no contratempo.
Fruity Limiter no master
Na etapa de mixagem e masterização, não use nada elaborado. Abaixo tem a configuração do canal master que fiz em um beat de boom bap. Embora a mixagem e a masterização sejam necessárias para distribuição em plataformas de streaming, no contexto da venda de beats o gancho permanece mais determinante do que a perfeição técnica em volume e equilíbrio.

O fruity limiter aumenta o volume (gain) e corta na mesma intensidade (CEIL) e logo depois o soft clipper é inserido na sequência, com a função de atenuar picos indesejados e deixar o beat batendo a 0 dB sem passar do limite e com o volume percebido maior.
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